Você provavelmente cresceu vendo seus pais ou avós lavando o frango na pia antes de prepará-lo. É um hábito passado de geração em geração, que parece ter como objetivo principal a higiene. No entanto, um alerta recente de um médico nas redes sociais está mudando a forma como muita gente enxerga essa prática.
O Dr. Sam, conhecido pelo perfil @drsamuelgp no TikTok, viralizou ao explicar por que esse costume, embora pareça inofensivo, é, na verdade, um risco desnecessário para a sua saúde e a de sua família.
O grande problema, segundo o especialista, não é a limpeza em si, mas a maneira como lavamos a carne. Ao colocar o frango cru sob o jato de água da torneira, gotículas contaminadas se espalham pela cozinha. Essas partículas minúsculas, invisíveis a olho nu, podem atingir a bancada, utensílios e até mesmo alimentos que serão consumidos crus, como saladas que estejam por perto.
Estudos sobre segurança alimentar confirmam esse perigo: a água pode espalhar bactérias perigosas, como Salmonella e Campylobacter, a uma distância de até 80 centímetros da pia. O ambiente, que deveria ser o local de preparação da comida, acaba se tornando um foco de contaminação. Além disso, a falha na higienização rigorosa das mãos após manusear a carne crua potencializa ainda mais os riscos de uma intoxicação alimentar.
Mas, se não podemos lavar o frango, como garantir que ele esteja seguro? O médico explica que não precisamos de métodos complicados. A recomendação é simples: seque a carne com papel toalha e descarte-o logo em seguida. Se você faz questão de uma limpeza inicial, uma opção é o branqueamento, que consiste em mergulhar o frango em água fervente por alguns segundos e descartar esse líquido.
O ponto principal, no entanto, é o cozimento. Quando o frango atinge uma temperatura interna de pelo menos 75°C, todas as bactérias superficiais são eliminadas de forma eficaz. O calor é o seu maior aliado na cozinha, sendo o único método realmente necessário para tornar a carne segura para consumo.
Apesar da orientação médica, o assunto ainda gera polêmica. Muita gente defende que "sempre fez assim" e que uma limpeza cuidadosa da pia resolve o problema. O médico rebate essa visão destacando que, mesmo com a bancada higienizada, a dispersão das gotículas e a manipulação dos utensílios criam brechas para infecções que podem causar desde diarreia e vômitos até complicações mais sérias.
Mudar hábitos enraizados na rotina culinária pode exigir esforço, mas a ciência é clara: o risco de contaminação cruzada é real. Como resume o Dr. Sam: "Lave as mãos, não a ave". Priorizar técnicas seguras de preparo é o melhor caminho para evitar doenças e garantir que a sua cozinha seja um ambiente saudável para todos.