Por que algumas pessoas nunca ficam doentes e outras adoecem sempre?
A frequência com que uma pessoa adoece varia por uma combinação de exposição a microrganismos, imunidade, genética, idade, sono, alimentação, stress e condições de saúde.
Além disso, a percepção de “ficar sempre doente” pode ser diferente de pessoa para pessoa.
O sistema imunológico de algumas pessoas é mais forte?
Não existe simplesmente um sistema imunológico “forte” ou “fraco”.
A capacidade de se defender depende de diferentes componentes da imunidade e de como eles respondem a cada agente infeccioso.
Uma resposta excessiva também pode ser prejudicial, por isso o objetivo é uma resposta adequada, não simplesmente mais intensa.
A exposição aos vírus faz diferença?
Sim.
Uma pessoa que convive frequentemente com crianças, trabalha em ambientes fechados ou tem contacto com muitas pessoas pode entrar em contacto com mais agentes infecciosos.
Quanto maior a exposição, maiores podem ser as oportunidades de infecção.
A genética influencia?
Sim.
Variantes genéticas podem influenciar a forma como o sistema imunológico reconhece agentes infecciosos e reage a eles.
Algumas diferenças genéticas podem aumentar ou diminuir a suscetibilidade a determinadas infecções.
A idade influencia a frequência das doenças?
Sim.
O sistema imunológico muda ao longo da vida.
Crianças ainda estão desenvolvendo parte da sua memória imunológica e entram em contacto com muitos agentes pela primeira vez. Em idades avançadas, algumas funções imunológicas podem diminuir.
Por que crianças parecem ficar doentes tantas vezes?
Crianças entram frequentemente em contacto com vírus que ainda não encontraram anteriormente.
Creches, escolas e ambientes com muitas crianças facilitam a transmissão de infecções respiratórias.
À medida que desenvolvem memória imunológica, algumas dessas infecções tornam-se menos frequentes.
Dormir mal aumenta o risco de adoecer?
Pode.
O sono participa da regulação do sistema imunológico.
A privação de sono pode alterar determinadas respostas imunológicas e está associada a maior suscetibilidade a algumas infecções.
O stress pode influenciar?
Sim.
Stress prolongado pode alterar a atividade de sistemas hormonais e imunológicos.
Isso pode afetar a resposta do organismo a determinados agentes infecciosos, embora não seja correto atribuir todas as doenças simplesmente ao stress.
A alimentação influencia a imunidade?
Sim.
O sistema imunológico precisa de energia, proteínas, vitaminas e minerais para funcionar adequadamente.
Deficiências nutricionais importantes podem prejudicar a resposta imunológica. Por outro lado, uma alimentação equilibrada não torna uma pessoa imune às infecções.
Algumas pessoas realmente têm infecções muito mais frequentes?
Sim.
Infecções recorrentes ou especialmente graves podem, em alguns casos, estar relacionadas a deficiências imunológicas, doenças crónicas, medicamentos ou outras condições médicas.
Por isso, uma frequência anormal de infecções merece avaliação profissional.
Ficar doente poucas vezes significa ter uma imunidade melhor?
Não necessariamente.
Uma pessoa pode simplesmente ter menor exposição, já possuir memória imunológica contra muitos dos agentes circulantes ou apresentar infecções leves que passam despercebidas.
A frequência de doenças, sozinha, não permite medir a qualidade do sistema imunológico.
Em resumo
Algumas pessoas adoecem mais frequentemente porque estão mais expostas a agentes infecciosos ou porque fatores como idade, genética, sono, nutrição, stress e condições de saúde influenciam a resposta imunológica. Já ficar doente raramente não significa necessariamente ter uma imunidade “mais forte”. A diferença costuma resultar da combinação de vários fatores.
