Por que você não deve definir vários alarmes para acordar?
Acordar cedo costuma ser um verdadeiro desafio. No dia a dia, as pessoas costumam se dividir em dois grupos distintos: aquelas que conseguem pular da cama logo no primeiro toque do despertador e aquelas que recorrem incessantemente ao botão de soneca. Se você se identifica com o segundo grupo, talvez seja o momento ideal para reavaliar os seus hábitos matinais.
Recentemente, a enfermeira Jordan Bruss viralizou nas redes sociais ao explicar os motivos pelos quais adiar o despertador várias vezes faz mal à saúde. Em uma publicação que alcançou grande repercussão, ela apontou que essa prática corriqueira pode, na verdade, intensificar a sensação de exaustão ao longo do dia. Isso acontece porque ser despertado de forma abrupta repetidas vezes perturba os ritmos naturais do organismo.
Como era de se esperar, a revelação gerou resistência entre muitos seguidores, que defenderam o hábito de esticar o sono por mais alguns minutos. Houve quem argumentasse que apenas sugerir que as pessoas simplesmente se levantem não resolve o problema, sobretudo para quem lida com distúrbios do sono ou tem extrema dificuldade para despertar.
Diante da repercussão, Jordan publicou um novo vídeo com orientações mais práticas para otimizar o despertar. A principal recomendação é manter uma rotina de descanso rigorosa. Segundo ela, o primeiro passo consiste em preservar um ritmo circadiano regular, ajudando o corpo a sincronizar o ciclo de descanso de forma natural. Isso significa deitar-se e levantar-se sempre nos mesmos horários, inclusive aos sábados e domingos. Embora seguir essa disciplina exija esforço, a constância é o pilar para consolidar um relógio biológico equilibrado.
A especialista reconhece que nem sempre é viável seguir horários rígidos, especialmente para quem trabalha em turnos alternados ou possui uma rotina imprevisível. Contudo, ela ressalta que adotar pequenas mudanças rumo à regularidade já gera um impacto positivo notável na disposição ao acordar.
Outro aspecto destacado por Jordan é a grande capacidade de adaptação do cérebro humano. Ela incentiva o público lembrando que todos têm a habilidade de moldar a mente e construir novos comportamentos por meio de dedicação e persistência. Mesmo quem tem o hábito crônico de adiar o alarme há anos consegue transformar essa rotina.
Para facilitar a saída da cama, Jordan compartilha uma sugestão prática enviada por um seguidor: colocar o aparelho despertador do outro lado do dormitório. Essa tática simples obriga a pessoa a se levantar fisicamente para interromper o som. A recomendação seguinte é categórica: uma vez de pé, o ideal é não retornar aos cobertores. Essa pequena alteração de comportamento ajuda a quebrar o ciclo da soneca contínua.
A criadora do conteúdo reforça que suas orientações não têm caráter obrigatório. O intuito é apenas esclarecer o respaldo científico que demonstra como múltiplos alarmes geram estresse físico, oferecendo alternativas para quem busca otimizar as manhãs e o bem-estar geral.
Transformar costumes antigos exige paciência, mas é perfeitamente viável. Compreender os efeitos negativos dos alarmes repetidos e aplicar estratégias simples permite iniciar o dia com mais energia e descanso. O segredo não está na perfeição, mas em ajustes pequenos e constantes capazes de trazer grandes melhorias para o funcionamento do corpo e da mente.
Na próxima vez que o despertador tocar, vale a pena testar essas alternativas e resistir ao impulso da soneca. O organismo e o bem-estar geral certamente agradecerão a longo prazo.