O avanço vertiginoso da inteligência artificial está redefinindo as fronteiras do mercado de trabalho. Com o objetivo de entender quais profissões correm maior risco de desaparecer até 2035, pesquisadores da Linkee, empresa especializada em automação, realizaram um estudo detalhado cruzando dados sobre o impacto da IA, as perspectivas de crescimento das carreiras e o nível de demanda atual por cada função.
O cenário aponta para uma transformação profunda, onde a automação deixa de ser uma promessa futura para se tornar um desafio imediato. Confira as áreas mais impactadas:
O setor de marketing é um dos mais vulneráveis. Cargos como analista de marketing (48% de risco) e gerente de produto (39%) enfrentam a concorrência de algoritmos que processam dados e métricas com uma eficiência inalcançável por humanos. Da mesma forma, especialistas em SEO estão sob aviso: ferramentas automatizadas já realizam otimizações de sites em tempo real com precisão técnica elevada.
Vahan Poghosyan, CEO da Linkee, destaca que a sobrevivência profissional não dependerá mais da capacidade de produzir volume, mas da habilidade de tomar decisões estratégicas e definir o que realmente traz valor ao negócio.
Atividades que antes exigiam um toque humano exclusivo também estão no radar da automação. Designers gráficos enfrentam 59% de risco de substituição, já que IAs generativas criam logos e layouts complexos em segundos. O setor de edição de vídeo é ainda mais atingido, com 65% de risco, visto que softwares já realizam cortes, sincronização e até criação de roteiros de forma autônoma.
O ranking dos mais ameaçados, no entanto, é liderado pelos copywriters. Com um índice de risco de 85%, a profissão enfrenta uma crise, já que o custo para gerar conteúdo textual tornou-se praticamente nulo com a IA, tornando obsoletas as funções baseadas apenas na produção de texto.
A busca por eficiência operacional coloca em risco os profissionais de experiência do cliente. A proliferação de chatbots e sistemas de atendimento inteligentes está diminuindo a necessidade de intermediários humanos. A mesma tendência atinge agentes de vendas de publicidade, que sofrem uma retração de 6,6%, superados por plataformas digitais que conectam anunciantes a veículos sem precisar de vendedores.
O levantamento deixa um recado claro: carreiras que se apoiam apenas em tarefas operacionais ou repetitivas têm grandes chances de extinção na próxima década. O diferencial competitivo agora será a capacidade de dominar ferramentas de inteligência artificial e integrar essas tecnologias às estratégias financeiras das empresas.
Para os profissionais que desejam se manter relevantes até 2035, a palavra de ordem é adaptação. Dominar o novo fluxo de trabalho tecnológico não será apenas um diferencial, mas a única forma de garantir a permanência no mercado.